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Vinicius Costa
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Quarta-Feira, 23 de Julho de 2008, 15:42:41
No crepúsculo, por que o céu "adquire" aquela coloração caracteristica, "uma verdadeira confusão de vermelho, amarelo e alaranjado"?
"Por quê você está perguntando isso"?
Até pouco tempo atrás, eu queria saber: por que o céu é azul? ( "explica a grande furia do mundo" - rsrsrs). Procurei bastante até que cheguei a uma conclusão: a maioria das explicaçoes se baseia num fenomeno chamado "espalhamento", bem como aquela da serie "Quero Saber!", disponibilizada aqui no site.
Eis a explicação mais comum: " O sol, estrela mais proxima de nos e em torno da qual orbitamos, nos emite, além de outras frequencias de onda, aquelas que correspondem à faixa de luz visivel, as quais, unidas, formam o que é interpretado pelo nosso cerebro como luz branca. Esta luz branca, composta por todas as cores e suas variações, atinge os gases que compoem a atmosfera terrestre, os quais 'espalham' mais determinadas frequencias de onda do que outras, a saber: aquelas que correspondem aos tons mais proximos do azul".
O problema é que não consegui responder esta pergunta que vos faço agora atraves de tal explicação. Afinal, por que, no crepúsculo, as frequencias de onda que atingem nossos olhos são outras?
ps.: Se alguem puder ajudar, agradeço muito.
pps.: Se alguem puder me explicar melhor o porque desse comportamento dos gases da atmosfera, também fico muito grato.
vinicosta
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Felipe Moron Escanhoela
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Sexta-Feira, 25 de Julho de 2008, 14:57:31
Vinicius, no capítulo 33 do volume 2 de seu livro de Física, Paul Tipler explica assim o fenômeno:
"A probabilidade de que ocorra o espalhamento de Rayleigh é inversamente proporcional ao comprimento de onda elevado à quarta potência. Isso significa que a luz azul é espalhada com muito mais facilidade que a luz vermelha, o que explica a cor azul do céu. A remoção da luz azul por espalhamento de Rayleigh explica a cor avermelhada dos crepúsculos, quando a luz que está sendo observada é a luz transmitida." (TIPLER, Paul A. Física. v. 2. 4ª ed. Rio de Janeiro: LTC, 2000).
Ou seja, no nascer e no pôr-do-sol, quando a luz solar precisa atravessar uma camada maior de atmosfera para chegar até um observador na superfície terrestre, o espalhamento da luz azul é tão intenso, que essa cor acaba sendo removida do espectro que chega até esse observador, restando os tons avermelhados.
Espero ter dado uma "luz"! Abraços
Felipe Moron Escanhoela
Mediador
felipemoron@gmail.com
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Luiz Fernando Roncaratti
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Quinta-Feira, 28 de Agosto de 2008, 21:22:31
Link de um site muito bom sobre fenômenos atmosféricos que trata desse tópico:
http://www.atoptics.co.uk/atoptics/sunsets.htm
Recomendo todo o resto do site também.
lz
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Marcus Vinicius Bonvim
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Sexta-Feira, 29 de Agosto de 2008, 1:39:02
É interessante perceber que próximo ao crepúsculo, o degradè do céu adquire a mesma sequencia de cores do arco íris, e até mesmo um verde "tímido" pode ser percebido próximo à parte escura, que não recebe luz.
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